Folia ao avesso  

Tecnologia, fantasias luxuosas, mulheres bonitas, emoção! Muita emoção!

Durante a cobertura do Carnaval no Sambódromo as mais diversas emoções eram nítidas nos rostos do componentes, chefes de ala, bateria, mestres-salas e portas-bandeiras e diretoria.

Um misto de ansiedade, preocupação, alegria, satisfação. É levar a escola no peito, representar sua comunidade, muito mais do que uma hora. Representar a comunidade no árduo trabalho do ano todo, e que deve ser mostrado da melhor maneira possível em pouco mais de 50 minutos.

Em cada escola que se preparava na concentração, a agitação e euforia contagiavam jornalistas, fotógrafos e todo o pessoal que trabalhou na coordenação. Pulinhos, fotos, cantar o samba, anotações e dá-lhe samba no pé. Essa alegria tomou conta dos profissionais da comunicação que trabalhavam da melhor maneira possível para registrar o melhor do Carnaval de São Paulo durante os desfiles do Anhembi. 

Infelizmente a decepção e indignação tomou conta desses profissionais. Durante a concentração e o desfile da agremiação Gaviões da Fiel a Diretoria da escola deixou a desejar. Alias não deixou! Não deixou chegar perto, não deixou fotografar, não deixou os profissionais trabalharem direito. Eram empurrões, palavras de baixo calão e muita, mas muita grosseria. Uma escola que todos esperavam por ser famosa por sua garra, não foi possível registrar de maneira satisfatória seu desfile.

Durante a chegada da rainha de bateria, Sabrina Sato, a diretoria formou um cordão de isolamento onde era impossível uma foto de qualidade. Nem mesmo com a apresentadora Sheila Carvalho, que está grávida, que saiu como madrinha de bateria da Unidos de Vila Maria, foi necessário tal atitude.

Durante a apuração dos votos, na terça-feira, mais tumulto por parte da escola. Torcida e componentes da mesa da Gaviões, indignados com notas dadas à agremiação, reagiram de forma agressiva, arremessando mesas, cadeiras e garrafas.

Isso acaba com a imagem do Carnaval de alegria e paz. Prejudicam a festa daqueles que  saem de casa para se divertir, ou no caso de nós, jornalistas, trabalhar.