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SESC AV. PAULISTA-O MÁGICO DE NÓS
Na peça
infantil idealizada por César Gouvêa, criador do
Jogando no
Quintal, Dorothy e seus amigos, com a ajuda da platéia,
precisam
criar histórias para salvar um personagem desaparecido.
A improvisação
do Jogando no Quintal chega à Unidade Provisória do SESC Avenida
Paulista com o espetáculo infantil O Mágico de Nós.
César Gouvêa e Paola Musatti deixam de lado seus narizes vermelhos,
mas não abandonam a espontaneidade e graça do palhaço. Com
dramaturgia de Cláudio Thebas (Jogando no Quintal) e com Hernani
Sanchez, Anderson Bizzocchi (Os barbixas) e Daniel Ayres (Grupo
Batuntã) no elenco, a peça reestreia no dia 14 de fevereiro,
sábado, às 16 horas, após temporada de sucesso no Tucarena.
“Queríamos
trazer a improvisação para o universo infantil e, como gostamos
muito do Mágico de Oz, partimos disso para a criação do texto”,
explica o dramaturgo Cláudio Thebas. No início, tudo igual. A
pequena menina Dorothy é transportada ao mundo de Oz. Com seus
sapatinhos vermelhos, precisa atravessar a estrada de tijolos
amarelos e encontrar, com a ajuda do Mágico de Oz, o caminho de
volta para casa. No trajeto, descobre um espantalho que queria ser
gente, um homem de lata que sonha em ter um coração e um leão
covarde em busca de coragem.
O
desaparecimento de um dos personagens é o elemento que abre espaço
para as improvisações. Para trazê-lo de volta, os atores e as
crianças devem inventar histórias que agradem o misterioso mágico.
“Quisemos mostrar que muitas vezes a adversidade pode se transformar
no motor de propulsão para que a nossa imaginação abra caminho para
novas soluções”, conta César Gouvêa, que divide com Cláudio Thebas a
dramaturgia do espetáculo.
“Embora haja um
roteiro pré-determinado, que orienta as improvisações, o espetáculo
nunca é igual”, conta Cláudio. O grupo pensa também em trazer
algumas novidades para a temporada no SESC. Ao invés de ser sempre o
Homem de Lata que desaparece misteriosamente, a cada apresentação um
personagem diferente irá sumir. E o próprio dramaturgo talvez
participe como ator: “Queremos criar um leque de atores que possam
se revezar, como acontece no Jogando no Quintal”, Cláudio explica.
A dinâmica do improviso
“A palavra
improviso está muito atrelada na cabeça das pessoas a algo de
qualquer jeito, mas você só consegue improvisar quando conhece
profundamente o que faz”, conta Cláudio Thebas, que, além de
dramaturgo e autor de livros infantis, é palhaço do Jogando no
Quintal. O mais importante, neste caso, é a escuta profunda do
outro, além de sempre estar aberto para a idéia de seu companheiro
de palco. “O único jeito do improviso acontecer é a aceitação da
proposta do outro e também o desapego. O ator precisa entender que
não adianta nada levar uma idéia pronta, pois ela precisa funcionar
com a dinâmica da cena”, completa Cláudio.
Ao conhecimento
de dramaturgia da cena de improviso, escuta e desapego, alia-se o
entrosamento entre o grupo para garantir a qualidade do espetáculo.
“Quanto mais intimidade o grupo tem, mais fácil é jogar. Por isso
nosso trabalho não é só em sala, mas também envolve conhecer a
personalidade dos atores. Como no Mágico reunimos pessoas que
não trabalhavam juntas, estamos nos conhecendo o tempo inteiro e a
peça ainda está em evolução”, comenta Cláudio.
O jogo de
cintura dita o ritmo da peça, com o desafio de adaptar a linguagem
do improviso para crianças, “um improvisador natural”. “O cenário
colabora muito com o jogo, porque é muito brincante, relaciona-se
com objetos e cores que, imaginados, podem ser qualquer coisa. A
idéia é ser mais visual que o humor verbal que usamos com os
adultos”, explica o dramaturgo. Além disso, o grupo quer mostrar
para essas crianças que cresceram com videogames e televisão a
importância de imaginar e improvisar. “Queremos recuperar o gosto
pelo brinquedo que pede imaginação”, afirma.
Sobre Jogando no Quintal
O Jogando no Quintal foi criado
no início de 2001, por iniciativa dos palhaços César Gouvêa (Cizar
Parker) e Márcio Ballas (João Grandão). O objetivo era unir duas
paixões: palhaço e improvisação. Nos fundos da casa de César surgiu,
então, um jogo de improvisação de palhaços com toda a ambientação de
um jogo de futebol. Aos poucos, outros palhaços se juntaram à dupla,
formando verdadeiros times. O sucesso obrigou a turma a abandonar o
quintal original na procura de estádios maiores.
Para roteiro:
O MÁGICO DE NÓS – De
14 de fevereiro a 15 de março, sábado e domingo às
16 horas, no Auditório. Direção: Cesar Gouvêa.
Elenco: César Gouvêa, Paola Musatti, Anderson Bizzocchi, Ernani
Sanches e Daniel Ayres. Idéia Original e Dramaturgia: Cesar
Gouvêa e Cláudio Thebas. Texto Final: Cláudio Thebas.
Direção Executiva: Joca Paciello. Cenário: Marisa
Bentivegna. Figurino e Adereços: Davi Taiu. Concepção de
luz: Marisa Bentivegna. Arranjos e Direção Musical:
Daniel Ayres. Operador de Som: Beto Pamplona
Capacidade – 237
pessoas. Ingressos – R$ 12,00 (inteira), R$ 6,00 (usuário
matriculado no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e
professores da rede pública de ensino), R$ 3,00 (trabalhador no
comércio de bens e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Duração – 70 minutos. Livre.
UNIDADE PROVISÓRIA SESC
AVENIDA PAULISTA – Avenida Paulista, 119 – Estação Brigadeiro –
Fone: (11) 3179-3700. Acesso para deficientes físicos. Bilheteria
– De terça a sexta-feira das 9 às 22 horas e sábados, domingos e
feriados das 10 às 19 horas.
www.sescsp.org.br
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